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  • Julia Codogno

DIA DE COMBATE À POLUIÇÃO

Dia 14 de agosto é o Dia do Combate à Poluição. A data foi criada para alertar a população sobre a grave crise ambiental que estamos enfrentando e impulsionar a busca por medidas eficazes para conter a degradação do nosso planeta.


Foto: Artem Beliaikin via Pexels

Segundo a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente : é considerada a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.


Esse ano, a Política Nacional de Resíduos Sólidos também completou 10 anos. E o que vemos é pouco avanço e má condução na administração desse grande problema.


Alguns dados apresentados pelo Relatório WWF “Solucionar a Poluição Plástica –

Transparência e Responsabilização”, em 2019, nos permitem visualizar esse panorama:


  • O Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano;

  • Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana;

  • Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas;

  • 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular;

  • 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários;

  • Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país.


Foto: Yogendra Singh via Pexels

Um encontro realizado através da Frente Ambientalista em junho deste ano, contou com a participação de diversos profissionais para discutirem acerca de possíveis (e urgentes) implementações que possam conduzir esse cenário. Vale conferir no canal oficial disponível no YouTube.


Vamos falar sobre nossa relação de consumo e como ela pode estar diretamente correlacionada à poluição da Terra. Selecionamos nesse post, alguns dados que podem nos fazer refletir sobre a quantidade de coisas que produzimos, utilizamos e, facilmente, descartamos. Sendo eles:


  • 50 milhões de toneladas de garrafas PET sendo produzidas por ano em todo o mundo e apenas cerca de 18% delas sendo recicladas;

  • 1,5 milhões de sacolinhas plásticas sendo distribuídas por hora, somente aqui no Brasil. Dado do Ministério do Meio Ambiente;

  • 114 bilhões de novas peças de roupa a cada ano. Sendo grande parte produzida em materiais como Poliéster e outros derivados do petróleo. Os dados são do site Business of Fashion;

  • O descarte equivalente à um caminhão de resíduo têxtil por segundo, no mundo todo. Dados da Fundação Ellen Macarthur;

  • 44 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Dado referente à produção realizada até o ano de 2017;

  • 5.196 litros de água para produzir UMA única calça jeans. Quantia estimada durante todo o ciclo. Desde o plantio do algodão, processos em lavanderias e finalização da peça. Os dados são de uma pesquisa realizada por Vicunha Têxtil em parceria com o movimento Ecoera.


Esses são apenas alguns dos números gritantes e impactantes de como nosso consumo tem transformado o planeta em que vivemos em um grande acúmulo de lixo. Lixo que não desaparece ou simplesmente vai pra longe de nossos olhos.


Todo esse material que é descartado não se desintegra, não deixa de existir. A grande maioria vai estar presente em nossas vidas, causando sérios danos à saúde.


Algo em torno de 2% a 5% de todo plástico produzido no mundo, acaba em rios e mares. De acordo com o mais recente estudo do WWF (citado acima), nós já estamos consumindo plástico. O levantamento aponta que cada pessoa já está passível de ingerir cerca de 5 gramas de micropartículas plásticas por semana. Que é o peso equivalente a um cartão de

crédito. Um total de 210 gramas por ano.


Buscar soluções imediatas, alinhadas à políticas públicas é essencial para conter os avanços tão desastrosos como o que estamos vivenciando. Precisamos de posicionamentos individuais, onde cada um pode e deve fazer sua parte e nos unirmos enquanto sociedade civil para cobrarmos ações, fiscalizações e uma completa reformulação desse sistema.


Até o próximo post :)

@juliacodogno

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