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  • Uly Rosa

PETROLATOS E PARABENOS

Saiba mais sobre os petrolatos e parabenos: toxinas escondidas nos produtos de beleza.


A pele é considerada o maior órgão do nosso corpo, nosso primeiro contato com o mundo e nossa primeira barreira de proteção contra agentes externos (toxinas) e microorganismos (vírus, fungos, bactérias). Por meio dela, podemos absorver, anualmente, até 3 quilos de produtos químicos advindos de cosméticos. Não existe nada mais controverso para a indústria da beleza!


Apesar de sua classificação como “compostos seguros” pelo FDA (Food and Drug Administrations), órgão governamental dos EUA que é responsável pelo controle de alimentos, medicamentos, cosméticos e materiais médicos, e pela regulação da União Europeia, a confiabilidade desses produtos vem passando por contestações, pois já existem evidências científicas de que eles podem ser alergênicos e causadores de diversas doenças como: dermatites, doenças autoimunes e até mesmo câncer.



O que são petrolatos e parabenos e quais seus danos para a saúde?


As principais substâncias usadas nos cosméticos industrializados são os petrolatos e os parabenos.


Os petrolatos são ativos derivados do petróleo, amplamente encontrados em produtos para limpeza e tratamento dos cabelos (shampoos e condicionadores), devido ao seu baixo custo. No mercado são apresentados também como silicones, parafinas líquidas, vaselinas e óleos minerais. Sua principal função é formar uma película impermeável nos fios, impedindo sua desidratação, mas também, inibindo a absorção de nutrientes e causando a uma baixa qualidade estrutural dos cabelos.


Já os parabenos, são compostos químicos utilizados para conservar cremes corporais e faciais, maquiagens em geral e sabonetes, impedindo a proliferação de fungos e bactérias. Estudos indicam que eles podem interferir na atuação do sistema endócrino e causar diversas alterações. Dentre as alterações mais relatadas estão a disfunção na diferenciação sexual, alteração no tecido ovariano com tendência a formação de ovário policístico, aumento da incidência de câncer de mama, vaginal e no colo do útero. Como o estrogênio é, na maioria das vezes, o fator etiológico mais importante para o crescimento e desenvolvimento de células cancerígenas, o uso de parabenos nos antitranspirantes e desodorantes pode fazer com que haja acúmulo desses compostos nos tecidos mamários.





Impactos ambientais dos petrolatos e parabenos


Além dos danos à nossa saúde, essas substâncias causam um impacto negativo ao meio ambiente, já que o petróleo, por exemplo, não é uma fonte renovável, sendo assim, um dia pode acabar. Também existe a contaminação dos recursos hídricos, pois essas substâncias levam dezenas de anos para desaparecerem! Imaginem o quanto isso é massivo, tendo em vista a quantidade de produtos de pele e cabelo jogados ralo abaixo, diariamente, durante o banho, nossa água tende a se tornar cada dia mais imprópria para consumo e prejudicial para a vida dos seres aquáticos.



Falsos embelezadores


No Brasil, apesar de ainda não serem proibidos, existe uma concentração máxima desses “embelazadores” permitida pela ANVISA para que o produto seja considerado seguro. Porém, seu efeito é cumulativo e, mesmo com sua concentração dentro do percentual aceitável, essas toxinas irão se acumulando em nossas células e a longo prazo, podem nos causar algum dano. Assim, a melhor solução é a utilização de produtos naturais, como os óleos vegetais, que são extraídos das plantas oleaginosas. Eles são opções melhores para o meio ambiente, para nossa pele e cabelos. Além disso, ao contrário do petrolato, o óleo vegetal não é uma fonte esgotável, sendo necessário apenas continuar cultivando.


Se quisermos beleza de dentro para fora, devemos optar por cosméticos e maquiagens feitos com ingredientes naturais, sem crueldade animal e de empresas que se preocupam com o meio ambiente.


Somos livres para fazermos escolhas e responsáveis por nossas ações. Podemos escolher se contaminamos e somos contaminados, ou se colaboramos por um mundo livre de toxinas e bonito de verdade!


Juliana Rosa

Fisioterapeuta Dermato

@julianarosadermato



REFERÊNCIAS:

BILA, D. M.; DEZOTTI, M. Desrreguladores endócrinos no meio ambiente: efeitos e consequências. Química Nova, Rio de Janeiro, v.30, n. 3, 2007

DARBRE, P. D. et al. Concentrations of parabens in human breast tumours. Journal of Applied Toxicology, 2004.

National Cancer Institute. Antiperspirants/Deodorants and Breast Cancer. Disponível em: < https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/myths/antiperspirants-fact-sheet >. Acesso em: 17 Ago. 2018. [30] HOSSY

COSMÉTICOS, C. Cosméticos & Perfumes. 44. ed., São Paulo, abr/mai/jun, 2007. Disponível em: < http://www.insumos.com.br/cosmeticos_e_perfumes/artigos/conservantes_n 44.pdf >. Acesso em 25 jul. 2018

CASHMAN AL, WARSHAW EM. Parabens: A review of epidemiology, structure, allergenicity, and hormonal properties. Dermatitis. v. 16, p. 57-66, 2005

OKUBO, T.; YOKOYAMA, Y.; KANO, K.; KANO, I. ER-dependent estrogenic activity of parabens assessed by proliferation of human breast cancer MCF-7 cells and expression of ERα and PR. Food and Chemical Toxicology, v. 39, n. 12, p. 1225-1232, 2001.

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